Saiba as principais diferenças entre a lipoescultura estruturada e a tradicional
Avanço da lipoaspiração, a lipoescultura permite, além de uma recuperação mais suave, que a gordura aspirada no processo cirúrgico seja injetada em outras regiões como, por exemplo, os glúteos, para aumento de volume sem o uso de silicone ou outras substâncias artificiais.
Na lipoescultura estruturada, o processo é quase o mesmo, porém a gordura retirada do paciente é separada em três fases, sendo que a camada de densidade sólida intermediária pode ser utilizada na face, lábios e, também, no contorno corporal. Segundo o cirurgião plástico Dr. Marcelo Wulkan, que se aprofundou nessa técnica na Universidade de Nova Iorque, o risco de rejeição e de infecções é reduzido. “A gordura obtida é biocompatível, pois é do próprio indivíduo e, por isso, o risco de rejeição é mínimo. Além disso, o processo poder ser repetido se necessário”, afirma o médico.
Na lipoescultura tradicional, a taxa de absorção da gordura injetada pode variar de 30% a 70%. A técnica estruturada tende a baixar esse percentual porque se usa uma cânula (tubo) mais delicada e a aplicação da gordura é feita em múltiplos planos aumentando a chance de ser integrada pelo organismo. “Acredita-se que a gordura dure mais tempo do que no método tradicional”, explica Dr. Wulkan. O médico também esclarece que a enzima glicerol-3-fosfatase desidrogenase, usada para avaliar a função celular no enxerto de gordura, mostrou maior atividade no procedimento estruturado. As possíveis complicações da lipoescultura estruturada (infecção, lesões, irregularidades e reabsorção parcial) podem ser comparadas aos da lipoescultura tradicional.
O Dr. Wulkan alerta que a região em que a gordura é injetada pode sofrer alterações caso o paciente ganhe ou perca peso. Por isso, é necessário que todas as recomendações médicas no período pós-operatório sejam devidamente seguidas.
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